segunda-feira, 29 de abril de 2013

Conferência das Cidades aprova Moção contra privatização dos serviços de água e esgoto em Petrolina


http://www.franciscoevangelista.com/2013/04/conferencia-das-cidades-aprova-mocao.html
Durante a realização da 5ª Conferência das Cidades em Petrolina os delegados presentes aprovaram quase unanimemente, com apenas um voto contrário, uma moção contrária à privatização do serviço de água e esgoto em Petrolina.

De acordo com Rosalvo Antonio, um dos delegados presentes ao evento, a moção teria que conter pelo menos 10% das assinaturas dos delegados credenciados, mas o documento chegou à mesa do evento com 26% de assinaturas e foi aprovada com 99,02% dos votos na plenária final, com apenas um único voto contrário.

Confira a íntegra da Moção Contra a Privatização da Água, um direito humano fundamental:

Garantir o direito à água significa claramente a recusa de entender a água como uma mercadoria, é ainda constatar que a água é um recurso natural, escasso, essencial à vida, imprescindível, e portanto, nunca poderá ser recusado a ninguém. A água é um direito, deve, por isso, ser gerida para garantir a sua preservação, acesso, e eficácia da sua distribuição.



A vontade de apropriação do recurso natural água, por parte dos privados, é uma realidade, desde logo porque deter a gestão deste recurso, essencial à vida é negócio garantido. Por outro lado, deter a gestão deste recurso é ganhar poderes soberanos e de controle sobre um país, um estado e um município, porque é ter instrumentos de decisão sobre o seu acesso e distribuição, com graves implicações, designadamente de ordem ambiental, social, económica e de gestão territorial. De referir ainda que a escassez deste recurso, ameaça ser e já o é em alguns locais do mundo, um dos potenciais fatores de conflitos entre os Estados, sendo portanto inaceitável que o Município de Petrolina, Estado de Pernambuco e o Estado Brasileiro, prescinda de gerir este bem natural.

Não esqueçamos também que a privatização da água comporta ainda perigos de ordem ambiental, pois não se associa diretamente ao princípio ecologista de poupança da água, e sim à venda do produto gerido e obtenção de lucro. Grave também é o fato de em termos sociais, a privatização promover um aumento tarifário, que tende a condicionar o acesso à água à capacidade económica das famílias, alem de comprometer a saúde e a vida da população.

Considerando que agua é um direito Humano fundamental, que deve ser garantido de forma universal e equanime com prioridade para o consumo humano e animal, nós Delegados e Delegadas da 5ª Conferência Municipal Da Cidade realizada nos dias 24 e 25 em Petrolina Pernambuco, Repudia qualquer modalidade de privatização da água por qualquer das esferas de governo (Municipal, Estadual e Federal) e delibera que os serviços relacionados ao Saneamento Ambiental no Município de Petrolina seja gerido exclusivamente pelo Poder Público. Esta moção aponta que em nenhum momento o CONSCIDADE / Petrolina foi ouvido para deliberar a cerca da questão em cumprimento ao seu papel.

 
http://bioterra.blogspot.com.br/2011/09/movimento-pela-agua-contra-privatizacao.html


O Manifesto PDFImprimire-mail
21-Set-2011

DEFENDER JUNTOS A ÁGUA DE TODOS

I
Em Portugal foram removidas as barreiras constitucionais e legais à espoliação do bem comum que é a água e dos direitos das pessoas à sua fruição, em benefício de grandes interesses económicos privados.
A privatização de facto verifica-se simultaneamente em várias frentes, que vão da captação da água na natureza, passando pelas margens e os leitos dos rios, pelos recursos pesqueiros marinhos, pelas infraestruturas públicas como portos e barragens, até aos serviços públicos de abastecimento de água e saneamento de águas residuais.
O aumento dos preços da água, seja em tarifas, seja em taxas e sobretaxas, acarreta consequências directas em vários sectores económicos como o agro-pecuário, as pescas, a indústria, a produção energética e os transportes marítimos e fluviais. Efeitos muito agravados na produção e nos preços de bens essenciais como os alimentos e a electricidade afectando toda a população.
A aceleração da política de privatização anunciada pelo Governo, com ênfase para a privatização do Grupo Águas de Portugal S.A. (AdP) – operação iniciada em 2008 com a venda da empresa Aquapor - que controla já as origens e captação de água da maior parte do País e numerosos sistemas completos de abastecimento de água e saneamento, é ainda mais grave no quadro de aplicação das políticas do FMI/CE/BCE que causam o empobrecimento generalizado da população e protegem o lucro das grandes empresas do sector conduzindo a aumentos brutais da factura da água e dos impostos e eliminando alternativas como fontanários ou captações próprias.
Para além de o Estado vender ao desbarato um património comum valiosíssimo e essencial, entregaria às multinacionais o controlo das componentes essenciais do abastecimento de água e saneamento, tornando dependentes centenas de autarquias cujas competências nesse domínio foram já concessionadas em sistemas multimunicipais a empresas do grupo AdP, num monopólio supramunicipal de extensão e poder sem paralelo, mesmo em países onde a privatização é já uma realidade.
A factura da água sobe de forma insuportável com a privatização, com a preparação do negócio para a subordinação ao objectivo de maximização do lucro, com a indexação de outras prestações à utilização doméstica da água e com a aplicação de diversas taxas e o eventual aumento do IVA.
Estes aumentos agravam a pobreza e promovem a desigualdade social. Depois de reduzidas ao extremo, quase de privação, outras despesas, uma percentagem cada vez maior da população deixa de poder pagar a factura da água e é-lhe cortado o fornecimento. Bloqueadas as alternativas de acesso à água, reduz-se drasticamente a salubridade e higiene, aumenta o recurso a soluções sanitariamente precárias instalando-se as condições para a proliferação de doenças epidémicas.
II
A água é um bem comum, parte integrante e fundamental do constante movimento e evolução da natureza, determinante da composição atmosférica, do clima, da morfologia, das transformações químicas e biológicas, das condições de toda a vida na Terra.
É insubstituível nos ciclos geo–químico-biológicos e nas suas funções de suporte à vida e ao bem estar humano. Não pode ser produzida, é móvel e reutilizável; as interferências no seu percurso, as formas de utilização e a poluição podem prejudicar, limitar ou inviabilizar a reutilização.
O ciclo da água liga todos os seres vivos. As funções ecológicas, sociais e económicas da água são essenciais e têm de ser protegidas e asseguradas pelo Estado, garantindo a sua fruição comum e equitativa à população presente e às gerações futuras.
A evolução do Homem, a sua sobrevivência e desenvolvimento só foram possíveis pelo aprofundamento do conhecimento da água, pela aprendizagem de processos de garantir o seu acesso quotidiano, por uma interacção constante com a água.
A água, nas várias fases do seu ciclo, nas diversas formas de presença e movimento na natureza, assim como as infra-estruturas construídas que permitem a interacção entre os homens e a água são condomínio comum nos processos produtivos, aos quais são insubstituíveis, e no uso do território, cuja fisionomia, fertilidade e habitabilidade condicionam.
O direito à água, reconhecido pelas Nações Unidas como um direito humano fundamental, faz parte do direito à vida. Todas as pessoas têm direito ao abastecimento de água e ao saneamento no seu local de residência, trabalho e permanência habitual, com a proximidade, quantidade e qualidade adequadas à sua segurança sanitária e ao seu conforto.
A água, os serviços de água, os recursos vivos aquícolas e as infraestruturas de fins públicos são património comum, que não pode ser alienado, arrendado nem concessionado, assim como não pode ser lícita a privação da água nem qualquer atribuição de privilégios ou concessão de direitos exclusivos sobre as águas ou serviços de água.
Os serviços de águas têm de ter o objectivo de garantir de facto a universalidade de fruição do direito à água. Para isso, têm de ser de propriedade e gestão públicas e sem fins lucrativos, sendo necessário o reforço do investimento na manutenção, modernização e ampliação dos sistemas de água, saneamento e tratamento de águas residuais, melhorando a elevação dos níveis de cobertura, a qualidade de vida das populações e a protecção das nossas águas e aquíferos.
Nem a água nem os serviços de águas podem ser objecto de negócio, mercantilização ou fonte de obtenção de lucros, sendo que a sua utilização deve ser hierarquizada pela necessidade humana, segurança, interesse comum, maior número de beneficiados e adequação ecológica.
III
Em todo o mundo, a luta pelos direitos à fruição da água, contra a privatização, tem conseguido inúmeras vitórias reconquistando os serviços públicos.
Também em Portugal é possível travar a ofensiva privatizadora alertando e mobilizando as populações.
Vençamos por antecipação, antes de atingir as situações extremas que levaram outros a mobilizar-se!
Defendamos a água que é de todos, recuperemos a que nos foi roubada!
Pela água de todos e para todos, juntos venceremos!


Organizações subscritoras

http://vimeo.com/11534553

domingo, 21 de abril de 2013

Em Petrolina, Sindicato dos Médicos chama atenção do prefeito para irregularidades administrativas na saúde

queixas

Em Petrolina, Sindicato dos Médicos chama atenção do prefeito para irregularidades administrativas na saúde

POSTADO ÀS 17:18 EM 13 DE Abril DE 2013
Diretores do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) se reuniram, neste sábado (13), em Assembleia Geral Extraordinária com os médicos do Samu e do Hospital de Urgências e Traumas de Petrolina. As queixas se referem à sobrecarga de trabalho, atendimento do Samu e até pediram atenção dos gestores públicos para as irregularidades administrativas na Saúde.

Os profissionais do Hospital de Urgência e Traumas de Petrolina cobraram mais atenção dos gestores públicos a fim de resolver as irregularidades administrativas, além da sobrecarga de trabalho. Sílvio Rodrigues, diretor de comunicação, e Tadeu Calheiros, diretor jurídico do Simepe, ouviram as demandas da classe e discutir os problemas financeiros e estruturais que as duas unidades de saúde estão enfrentando.

Em relação ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a reclamação é que o serviço está operando com uma Unidade de Saúde Básica (USB) e outra de Saúde Avançada (USA). O Samu já foi interditado pelo Cremepe em 2012, segundo a resolução nº11/2012, em decorrência da insuficiência de médicos reguladores, e médicos plantonistas, expondo os pacientes a risco de vida. Porém, o déficit continua.

O Simepe vai encaminhar uma pauta salarial para a Prefeitura de Petrolina e Univasf, que inclui o Piso Salarial instituído pela Fenam (Federação Nacional dos Médicos). O diretor de comunicação, Silvio Rodrigues, afirmou que o movimento defenderá o Piso Fenam como referência “Enviaremos uma relação dos problemas apontados pela fiscalização do Cremepe e já denunciados ao Ministério Público Estadual de Pernambuco (MPPE) para negociar com estas instituições”, finalizou.

Um novo encontro está marcado par ao próximo dia 25, às 19h, no Hospital de Urgência e Traumas de Petrolina (HUT), na rua José de Sá Maniçoba, Centro.

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2013/04/13/em_petrolina_sindicato_dos_medicos_
chama_atencao_do_prefeito_para_irregularidades_administrativas_na_saude_149461.php

DESPACHO Nº 57/2013 PRORROGAÇÃO ICP Nº 1.26.001.000160/2008-42

http://www.prpe.mpf.gov.br/index.php/internet/Areas-de-Atuacao/Administracao-Publica/Atividade-extrajudicial/2013/DESPACHO-N1-57-2013-PRORROGACAO-ICP-N1-1.26.001.000160-2008-42

DESPACHO Nº 57/2013 PRORROGAÇÃO ICP Nº 1.26.001.000160/2008-42

Apurar possíveis irregularidades no âmbito da Prefeitura Municipal de Petrolina/Secretaria de Saúde, quais sejam, omissão em apresentar a prestação de contas referentes ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST/Regional Petrolina, do Conselho Gestor de Saúde - CGS, cujos recursos advém do RENAST - Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalho no SUS; bem como omissão na entrega de equipamentos recebidos com destinação àquele órgão.

Ministério Público reprova contas da secretaria de saúde de Petrolina

Ministério Público reprova contas da secretaria de saúde de Petrolina

DSC_0558A situação caótica da saúde pública em Petrolina chega a mais um capítulo. Em reunião promovida na última semana, os membros do Conselho Municipal de Saúde, decidiram reprovar, por 5 votos a 4, as contas da Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com um dos membros do conselho, a reprovação aconteceu numa votação que contou com a presença de 9 dos 11 representantes, por conta disso, agora a secretaria de saúde estaria montando “uma verdadeira força tarefa” para aprovar as contas e anular a reprovação. A alegação seria a falta de quórum necessário.
A decisão de reprovar as contas foi tomada depois que os conselheiros constataram uma série de irregularidades, entre elas, a falta de comprovação de gastos referentes aos tratamentos de média e alta complexidade. A prefeitura de Petrolina, que recebe dinheiro para este tipo de tratamento nas cidades de Dormentes, Afrânio, Cabrobó e Lagoa Grande, precisaria prestar contas desse montante, coisa, que segundo o relatório, não estaria acontecendo.
Ainda de acordo com a decisão, há comprovação da aplicação dos recursos transferidos do fundo nacional de saúde para fundos municipais e estaduais de saúde. Assim, a Auditoria condenou toda a gestão do prefeito Júlio Lóssio (PMDB) na área da saúde.
A Auditoria reprovou as contas, o plano e também o relatório e a folha de pagamentos da pasta de saúde. Após a reprovação das contas, a gestão defendeu-se, mas o Ministério Público não acatou as justificativas e explicou: “A secretaria municipal de saúde está em desacordo com as portarias, portanto a justificativa apresentada pelo gestor não inibe as falhas apontadas, apenas corroboram as improbidades administrativas razão pela qual não as acatamos”.
Agora o MP está convocando a secretaria para que, num prazo de dez dias, possa se manifestar sobre as irregularidades. Os membros do conselho estão reunidos, nesse momento em petrolina, para discutir novas providências sobre o caso.

Ministério da Saúde pune Petrolina e tira verbas do PSF e da Sáude Básica por irregularidades “reincidentes”

Ministério da Saúde pune Petrolina e tira verbas do PSF e da Sáude Básica por irregularidades “reincidentes”

04 de outubro, 2012



De acordo com o relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, sob a responsabilidade da Secretaria de Atenção à Saúde, duas cidades de Pernambuco sofreram perda de parte das verbas por causa de irregularidades com o Programa de Saúde da Família e Saúde Básica – São João, uma cidadezinha de 40 mil habitantes, e Petrolina.
Como o Ministério faz, a cada ano, um relatório de gestão da Saúde dos municípios é publicado, detalhando a avaliação feita do ano anterior. Neste caso, foi analisado e punido pelo governo federal o modo como o Programa de Saúde da Família e a Saúde Básica funcionaram em Petrolina, no ano de 2011.
Petrolina e São João sofreram a medida de suspensão dos incentivos financeiros em razão de irregularidades apontadas pelos 29º e 30º Sorteios Públicos realizados pela Controladoria-Geral da União, mas que não foram regularizadas ao longo de 2010 e 2011.
Os consultores designados para analisar o estado de Pernambuco foram Aline Costa, Rose Delgado, Jane Curbane, Liliana da Escóssia, AlyneLima – todos pertencentes ao Ministério da Saúde.
No relatório, é dito que equipes tiveram os dados de seus profissionais em algum momento duplicados, equipes inexistentes ou incompletas, descumprimento da jornada de trabalho obrigatória e impropriedades no preenchimento dos formulários de atendimento que foram enviados ao Ministério da Saúde.
O relatório mostra ainda que , em alguns casos, os problemas são reincidentes de 2010, observados em dados da CGU, relacionados aos sorteios citados acima- razão que levou à suspensão de parte das verbas para Petrolina.
O relatório divulgado pelo Ministério da Saúde bate com as denúncias feitas, em dezembro do ano passado, pela presidente do Conselho Municipal de Saúde,Luciana Mendes.
Na época, ela dizia que houve “Um desmonte de toda política de saúde do SUS, que o prefeito Julio Lóssio e a secretária de Saúde, Lucia Giesta estavam descumprindo todos os princípios estabelecidos pelo SUS – de participação popular, de participação da comunidade.”
Disse ainda que a estratégia de Saúde da Família estava sofrendo um desvio de atenção, uma agressão, porque a população estava perdendo o princípio da integralidade, o princípio da universalidade, porque o gestor da saúde em Petrolina quer que o profissional, hoje, atenda só um segmento da população.
“Como pode um gestor que é medico desrespeitar uma conquista tão grande para todo o país como é o PSF”, criticou.
Na época, o prefeito se referiu às denúncias como sendo apenas futricas políticas. No entanto, agora, o Ministério da Saúde mostra, em seu relatório, que a presidente tinha razão.
CLIQUE NO ‘LEIA MAIS’ E LEIA A ENTREVISTA FEITA NA ÉPOCA DA DENÚNCIA, COM A PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE:
Na época da denúncia, um grupo de enfermeiros e enfermeiras que trabalham com o Programa Sáude da Família (PSF) foram vestidos de preto a uma inaugiração de AME para protestar contra o modo como o PSF estava sendo trabalhado.


Folha: Em que consiste o protesto nesta noite em que se inaugura a Ame da Vila Eduardo?O que está acontecendo na Saúde Pública de Petrolina?
Presidente do Conselho Municipal de Saúde: Um desmonte de toda política de saúde do SUS, que foi construído historicamente, e teve pessoas que morreram por isso na reforma sanitária, que lutaram po uma saúde de qualidade.
E hoje, o gestor da Saúde de Petrolina está descumprindo todos os princípios estabelecidos pelo SUS – de participação popular, de participação da comunidade
A estratégia de Saúde da Família, que é uma estratégia construída pela sociedade brasileira, estabelecida no Brasil inteiro, hoje está sofrendo um desvio de atenção, uma agressão, porque a população vai perder o princípio da integralidade, vai perder o princípio da universalidade, porque o gestor da saúde em Petrolina quer que o profissional, hoje, atenda só um segmento da população.
Ele quer que o profissional generalista , que é para atender a todos os segmentos da sociedade- homem, mulher, criança, idoso, agora se detenha a apenas um segmento da população como especialista.
Isso não foi discutido com os profissionais, não foi discutido com a população.
O gestor diz que a Saúde da Família não funciona.
A Saúde da Família mudou o panorama da Saúde no Brasil e tem mudado a cada dia, desde que seja investido nela, desde que a gestão da Saúde tenha responsabilidade. Mas aqui em Petrolina tem havido uma total falta de responsabilidade desses gestores.
Folha: O Conselho já procurou a Prefeitura para discutir o assunto?
Presidente do Conselho Municipal de Saúde: Eles não estão disposto a abrir mão da ideia de que o Programa Saúde da Família não funciona. Eles não estão dispostos a investir na Saúde da Família. Eles estão dispostos a investir em tinta de parede e tijolos, como se isso resolvesse o problema de saúde em Petrolina.
A presidente do Sindicato Estadual dos profissionais de Enfermagem , Vera Leite, veio de Recife, na última terça-feira(13), para conversar com a secretária de Saúde Lúcia Giesta, mas a secretária não a atendeu. Pediu que voltasse na semana que vem.
Quer dizer: mandou que a presidente voltasse para Recife e voltasse na semana que vem para ser atendida.
Desde o começo dessa gestão municipal, nós temos propostas para ajudar a melhorar a Saúde pública, mas não somos ouvidos.
Folha: O Conselho Municipal de Saúde já tomou alguma deliberação para reverter a situação?
Presidente do Conselho Municipal de Saúde: O Conselho Municipal vai estudar detalhadamente esse projeto, porque o que eles enviaram ao Conselho não condiz com o que está sendo aplicado hoje, os profissionais de Saúde não concordam com o que está sendo aplicado.
E nós buscamos uma oportunidade para dizer à população que nós queremos continuar trabalhando com a Saúde da Família, porque esse sistema pode mudar a saúde de Petrolina, como vem mudando a do Brasil.
Já acionamos o Ministério da Saúde, já acionamos o Conselho Estadual de Saúde.
Folha: E quanto ao Convênio da Prefeitura com o Ministério da Saúde? Como a Prefeitura enviará os relatórios de atendimento do PSF, já que tem de cumprir os princípios do Programa?
Presidente do Conselho Municipal de Saúde: O prefeito está pressionando os profissionais a preencher os formulários como se tivessem atendido de modo generalista. Quer dizer: o profissional atende só um segmento, tratando de uma especialidade: hipertensão, ou pré-natal,por exemplo, mas, no formulário, tem de colocar que atendeu a todos. O trabalho teria de ser feito por uma equipe , que seria um enfermeiro, um médico e um técnico de enfermagem. Mas querem nos restringir a uma ação exclusiva. Não foi para isso que eu estudei.
Hoje, no Dom Avelar, tem gente que anda 6 quilômetros para ser atendido. Quer dizer: essa centralização do atendimento prejudica a sociedade; não é isso que o Programa da Família prevê.
Folha: Então o Conselho Municipal só existe na teoria?
Presidente do Conselho Municipal de Saúde: É assim que a gestão atual tem tratado o Conselho. Inclusive, um documento assinado pela secretária de Saúde, Lúcia Giesta, pediu a minha cabeça ao Conselho. Pediu a minha destituição da presidência do Conselho, porque não concordo com esses caminhos que estão tomando.
Folha: E qual foi a resposta do Conselho?
Presidente do Conselho Municipal de Saúde: O Conselho se reuniu e votou por minha permanência – foram 7 votos a meu favor, 2 contra e uma abstenção.
Folha: As denúncias que vocês fazem hoje já são de conhecimento de outros órgãos?
Presidente do Conselho Municipal de Saúde: As denúncias já foram constatadas em nível estadual e as instituições estão tomando as devidas providências.
http://www.blogfolha.com/?p=62848